A Prefeitura de Itamarati, sob a liderança do prefeito João Campelo (MDB), está enfrentando sérias denúncias ligadas a contratos milionários que levantam questões sobre a aplicação do dinheiro público no município do interior do Amazonas. Esses problemas emergem em um cenário onde falta de transparência e a escolha questionável das empresas contratadas se tornam o foco das investigações.
Denúncias de Contratos Bilionários em Itamarati
Recentemente, documentos publicados no Diário Oficial dos Municípios revelaram que a gestão municipal firmou contratos que somam R$ 4 milhões para a construção e a conclusão de escolas na região. Contudo, a ausência de informações detalhadas sobre as obras e as empresas envolvidas acendeu um grande alerta entre os cidadãos e adversários políticos.
O maior contrato assinado foi com a T. S. da Silva Obras de Alvenaria Ltda, conhecida como “Construtora Ulysses”, no valor superior a R$ 3,1 milhões. Esse contrato é destinado à conclusão de uma escola de seis salas com quadra esportiva, mas a falta de clareza em torno da localização da unidade, do andamento da obra e dos custos justificados gerou descontentamento.
Contratos Suspeitos e Empresas Questionáveis
A empresa escolhida para este significativo projeto pertence ao empresário Talisson Silva da Silva e possui um capital social de apenas R$ 800 mil. O contrato tem validade de um ano, mas a comunidade e políticos locais se questionam sobre a capacidade técnica dessa empresa em lidar com uma obra de tal magnitude.
Além disso, há uma crescente indignação em relação à divisão dos contratos para a construção de seis escolas de madeira na zona rural de Itamarati. Essas obras foram distribuídas entre duas empresas, totalizando quase R$ 1 milhão. A R. E. F. Mota Ltda foi encarregada de três contratos que somam R$ 429 mil, enquanto a I. de Melo Gestrude Ltda ficou responsável por outros três contratos, que totalizam mais de R$ 538 mil.
Repercussão e Chamado à Transparência
As suspeitas aumentaram ainda mais após a descoberta de que uma das empresas contratadas está relacionada ao comércio varejista de produtos alimentícios, o que levanta sérias dúvidas sobre sua capacidade de realizar obras de engenharia e construção educacional. Essas revelações não passaram despercebidas, gerando um clamor nas redes sociais e nas esferas políticas por uma explicação convincente.
Moradores locais começaram a exigir respostas sobre como empresas com perfis inadequados conseguiram contratos públicos voltados para obras educacionais. Essa pressão recai ainda mais sobre a administração de João Campelo, que tem enfrentado críticas por outros gastos excessivos, os quais não foram suficientemente detalhados para a população.
O questionamento sobre fiscalização e o uso do dinheiro público se torna ainda mais pertinente em um município que já enfrenta várias dificuldades estruturais em setores essenciais. Faltando de uma forma eficaz, a Prefeitura de Itamarati ainda não se pronunciou detalhadamente sobre os contratos ou os questionamentos feitos a respeito das obras e das empresas contratadas.
Com a necessidade crescente de accountability em situações como esta, a população clama por um governo que priorize a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos. Este escândalo só antecipa um cenário que, se não for devidamente abordado, pode trazer sérias implicações para a gestão municipal e para a qualidade das infraestruturas públicas em Itamarati.
Veja documentos

