O julgamento de Valmir Rodrigo Pegoraro, réu em um crime que chocou o estado de Santa Catarina, teve início no fórum de Ponte Serrada. Ele é acusado de matar sua filha, a bebê Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, de apenas 1 ano e 9 meses. O caso, envolvendo feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver, mobilizou a atenção da população local.
A sessão ocorre em júri popular e é realizada sob segredo de justiça, sem acesso do público e da imprensa. Para o conselho de sentença, foram selecionados sete jurados — cinco mulheres e dois homens, escolhidos por sorteio. O início do julgamento atrasou devido à chegada da defesa.
Detalhes do crime brutal
As investigações da Polícia Civil revelam que o crime ocorreu em 25 de maio de 2025, na zona rural de Abelardo Luz. Valmir teria discutido com sua companheira, um desentendimento motivado por ciúmes, durante uma visita à família. Em meio à briga, ele retirou a filha do colo da mãe e se dirigiu a uma área de mata. Apesar das tentativas de familiares para impedir a ação, não conseguiram alcançá-lo a tempo.
Naquela região de mata, o homem teria cometido o crime. Após o ato, ele tentou tirar a própria vida, mas não obteve sucesso. O desaparecimento da criança levou a família e as forças de segurança a mobilizar esforços para encontrá-la. Naquela noite, Valmir confessou o crime por telefone e, após negociações, se entregou à polícia.
Expectativas e emoções no tribunal
O corpo da bebê foi encontrado no dia seguinte em uma área rural, encerrando as buscas intensificadas pela comunidade. Antes do julgamento, a filha mais velha de Valmir, Marielly Pegoraro, compartilhou sua expectativa por justiça. Em uma declaração carregada de emoções, ela enfatizou que o pai precisa pagar pelo que fez, mas ao mesmo tempo, não abandonará a família.
Outro detalhe importante é que o relacionamento entre Valmir e a mãe da criança era conturbado, com frequentes separações e discussões, o que pode ter contribuído para a tragédia. O caso, pela sua gravidade, continua gerando debates e repercussões na sociedade.
Continuação do julgamento
O júri popular ainda está em andamento, e não há previsão para o término. Testemunhas devem ser ouvidas, e vídeos com depoimentos da investigação serão apresentados. A comunidade permanece atenta às consequências desse julgamento, que toca em questões sensíveis sobre a violência familiar e a proteção das crianças.

