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Médico anestesista é indiciado por morte de bebê em cirurgia

Médico anestesista é indiciado por morte de bebê em cirurgia

O caso do médico Orlando Ignacio Aguirre, indiciado por homicídio culposo, traz à tona questões alarmantes sobre a segurança em procedimentos anestésicos. A Polícia Civil do Amazonas concluiu as investigações relacionadas à morte de Pedro Henrique Falcão Soares Lima, um menino de apenas 1 ano e 3 meses, durante uma cirurgia de correção de fimose em dezembro de 2025.

A mãe do menino, Stefany Falcão Lima, afirma que o falecimento do filho é resultado de erros graves na aplicação da anestesia. Agora, o inquérito está sob análise pelo Ministério Público, que irá decidir sobre as próximas etapas legais.

Desespero Durante a Cirurgia

O relato de Stefany descreve um cenário caótico no centro cirúrgico. Imediatamente após a administração dos anestésicos, os sinais vitais de Pedro começaram a apresentar quedas abruptas. Em um momento de desespero, a mãe percebeu que o anestesista não reagia rapidamente e clamou por ajuda.

Um pediatra foi chamado às pressas e tentou realizar manobras de reanimação. Seus registros médicos indicaram que a sala não estava equipada para atender emergências infantis, evidenciando uma falha crítica no atendimento.

Irregularidades Identificadas na Investigação

O inquérito apontou diversas falhas no protocolo de segurança médica, levantando questões sérias sobre a negligência no atendimento. Algumas das principais irregularidades incluem:

Laudos e Falta de Especialização

A causa da morte foi classificada como “indeterminada” pelo Instituto Médico Legal (IML), mas o laudo confirmou a aplicação de sedativos fortes que resultaram em rápida queda dos sinais vitais. Após a exumação feita um mês depois da morte, o estado avançado de decomposição do corpo dificultou exames que poderiam esclarecer mais sobre a situação.

Além disso, a investigação revelou que, no momento da cirurgia, Aguirre não possuía o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em anestesiologia, mesmo fazendo uso da função. Posteriormente, ele tentou regularizar sua situação perante o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), mas seu pedido foi negado em março de 2026.

O atual estado do inquérito, agora em mãos do Ministério Público, suscita uma série de reflexões sobre a responsabilidade e a segurança nos procedimentos médicos. A sociedade espera respostas claras em relação à falha no atendimento e se justiça será feita para o pequeno Pedro Henrique.

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