O narcotraficante uruguaio Sebastián Marset foi capturado na Bolívia, encerrando sua longa fuga e destacando-se como um dos criminosos mais procurados da América do Sul. Ele tinha conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e era alvo da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA). A apreensão dele representa um triunfo significativo na luta contra o narcotráfico na região.
Cerco policial e transferência para os EUA
A operação de captura foi realizada sem incidentes fatais, conforme anunciado pelo ministro do Interior boliviano, Marco Antonio Oviedo. A atuação coordenada da Polícia Boliviana e outras forças de segurança levou à prisão de Marset, que foi rapidamente transferido para os Estados Unidos. O governo americano, embora não envolvido na operação direta, se destacou na logística da transferência, afirmando que o reinado de terror do traficante havia chegado ao fim.
Apreensões e prejuízos financeiros
Como resultado da operação, estima-se que a organização de Marset sofreu um prejuízo de aproximadamente 15 milhões de dólares. As apreensões incluem dez veículos, um carro blindado, imóveis mobiliados, motocicletas de luxo, armas de fogo e narcóticos, evidenciando o poder da rede criminosa. Além disso, a localização de 16 aeronaves ligadas ao cartel atingiu diretamente a logística de seu transporte aéreo.
Liderança no narcotráfico internacional
Investigadores apontam Marset como líder do Primeiro Cartel Uruguaio, especializado na movimentação de cocaína da América do Sul para a Europa. Após se tornar foragido em 2021, ele ameaçou um conflito na tríplice fronteira entre Bolívia, Paraguai e Brasil. Nos Estados Unidos, enfrenta acusações de lavagem de dinheiro e tráfico em escala global. A defesa, no entanto, tenta contestar as evidências, alegando manipulação das provas digitais usadas em sua incriminação.

