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Fumaça de queimadas deixa ar de Parintins em níveis perigosos

Fumaça de queimadas deixa ar de Parintins em níveis perigosos

A qualidade do ar em Parintins se agravou devido à fumaça de incêndios florestais, colocando a saúde da população em risco. Na manhã desta segunda-feira (2), a Defesa Civil do Amazonas lançou um alerta severo para o município, destacando os perigos que o ar poluído representa, principalmente para crianças, idosos e portadores de doenças respiratórias.

Alertas para a Saúde em Parintins

As medições feitas pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Amazonas (CEMOA) revelaram que a concentração de material particulado fino (MP2,5) superou os 125 microgramas por metro cúbico de ar (µg/m³), o que levou a qualidade do ar a ser classificada como “péssima”. Essa classificação é a mais crítica entre os municípios do estado em avaliação.

O alerta nº 2738/2026, emitido às 11h10 de 2 de outubro, permanecerá ativo até o mesmo horário do dia seguinte. A Defesa Civil alerta que a exposição prolongada a esses níveis de poluição pode agravar condições respiratórias e cardiovasculares. Portanto, a comunidade local deve estar atenta e seguir as recomendações das autoridades.

Impacto em Outros Municípios do Amazonas

A situação alarmante em Parintins não é um caso isolado. Outras dez cidades do Amazonas também sofrendo com a fumaça, como Autazes, Nova Olinda do Norte e Itacoatiara. Nessas localidades, os índices de poluentes atmosféricos variam entre “ruins” e “muito ruins”, o que denota um amplo problema regional.

Esse cenário é agravado pela atual estiagem que afeta o estado, com 47 municípios declarados em situação de emergência e 15 em estado de alerta. A combinação da seca e dos incêndios florestais tem contribuído para a degradação da qualidade do ar, tornando a população mais vulnerável a doenças e complicações de saúde.

Recomendações da Defesa Civil para a População

Diante do aumento da poluição do ar, a Defesa Civil aconselha que os cidadãos adotem medidas de precaução para minimizar os riscos à saúde. É recomendado evitar a prática de exercícios físicos ao ar livre, hidratar-se adequadamente e utilizar máscaras que protejam contra a inalação de partículas contaminantes na fumaça.

Os cuidados devem ser intensificados especialmente para crianças, idosos e pessoas que sofrem com asma, bronquite ou problemas cardíacos. Qualquer sintoma como falta de ar ou agravamento de condições já existentes deve ser tratado com seriedade, sendo fundamental procurar atendimento médico o mais rápido possível.

A população pode acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo número 192, o Corpo de Bombeiros pelo 193, ou a Defesa Civil pelo 199 em situações de emergência.

As autoridades continuam monitorando os focos de incêndio e a concentração de poluentes no ar enquanto reforçam a necessidade de medidas preventivas para proteger a saúde dos cidadãos.

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