Mundo – O Oriente Médio vive um novo e intenso capítulo de violência nesta segunda-feira (02), com o Exército de Israel anunciando ataques simultâneos no Líbano e no Irã. Segundo o porta-voz militar israelense, general Effie Defrin, “neste momento, centenas de aviões da Força Aérea estão bombardeando simultaneamente o Líbano e o Irã”.
O anúncio ocorre no terceiro dia do conflito, que se intensificou após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no último sábado (28). Em retaliação, o Irã lançou ofensivas contra bases militares americanas na região.
Bombardeios e Retaliações
De acordo com informações oficiais, o movimento islamista libanês Hezbollah abriu fogo durante a noite, provocando a resposta israelense. “Sabia exatamente o que estava fazendo. Nós advertimos, e eles pagarão caro por isso”, afirmou Defrin.
Em Beirute, a capital libanesa, a mídia local registrou pelo menos quatro ataques israelenses nos subúrbios, incluindo um bombardeio seletivo contra um comandante do Hezbollah. O Ministério da Saúde do Líbano reportou pelo menos 35 mortos e 149 feridos nas operações. Moradores do sul do país e do subúrbio de Dahiya receberam alertas para evacuar, enquanto escolas foram abertas para abrigar deslocados.
As Forças Armadas de Israel afirmaram ter “atingido com precisão um importante líder do Hezbollah em Beirute”, no Líbano. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre o alvo, mas suspeita-se que se trate do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qasem, considerado pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, “um alvo designado para ser abatido”.
Impacto da Violência
O confronto já afeta diretamente pelo menos 11 países do Oriente Médio e a expectativa é de que os ataques se prolonguem nos próximos dias. A mídia estatal iraniana reportou que a ofensiva inicial deixou pelo menos 200 mortos e mais de 700 feridos. Em Israel, ataques iranianos a um prédio residencial resultaram em cerca de 10 mortos e mais de 20 feridos.
O deslocamento em massa de civis e o uso intenso de artilharia aérea marcam um cenário de crescente tensão, com especialistas alertando para a possibilidade de escalada ainda mais ampla caso novos ataques sejam lançados em regiões estratégicas do Oriente Médio.