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EUA consideram suspender Espanha da Otan e rever soberania das Malvinas

EUA consideram suspender Espanha da Otan e rever soberania das Malvinas

A recusa de aliados europeus em apoiar as operações militares dos Estados Unidos no Irã gerou insatisfação em Washington. O Pentágono está avaliando medidas de retaliação contra membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Um e-mail interno sugere ações drásticas, como a suspensão da Espanha da aliança e a reavaliação do apoio dos EUA à soberania do Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas.

O documento vazado foi redigido por Elbridge Colby, subsecretário de Defesa para Assuntos Políticos dos EUA. Na mensagem destinada ao alto escalão militar, Colby expressa frustração com a falta de concessões dos países europeus durante a guerra com o Irã, afirmando que esses eram “o mínimo absoluto” esperado da Otan.

Ações de Retaliação e seu Impacto

A estratégia por trás das potenciais sanções busca enviar uma mensagem política severa para “diminuir a sensação de privilégio” dos aliados europeus. Colby argumenta que a suspensão da Espanha não afetaria na prática as operações militares, mas teria um impacto simbólico significativo. Além disso, a pressão sobre o Reino Unido envolveria uma revisão do apoio dos EUA às antigas possessões imperiais, beneficiando a reivindicação histórica da Argentina sobre as Malvinas.

Tensão nas Relações com Aliados

O clima de tensão reflete o tom do presidente americano, Donald Trump, que nas últimas semanas chegou a ameaçar deixar a aliança e criticou parceiros europeus por não colaborarem adequadamente no bloqueio do Estreito de Ormuz. O porta-voz do Pentágono, Kingsley Wilson, evitou detalhar o e-mail, mas manifestou o descontentamento americano, afirmando que os aliados não foram solidários em momentos críticos.

Reações em Relação às Ameaças

A Espanha reagiu ao minimizar a ameaça, com o presidente Pedro Sánchez afirmando que o governo não decide com base em e-mails. O Reino Unido, através do gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer, reafirmou que a soberania sobre as Malvinas e o direito à autodeterminação das ilhas são princípios inalteráveis. Fontes da Otan, por sua vez, lembraram que a suspensão de um país-membro é inviável, já que o Tratado de Fundação do bloco não prevê mecanismos legais para tal ação.

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