A Disney inicia uma nova fase de demissões, que pode afetar até mil colaboradores nas próximas semanas. Esta decisão surge em meio a uma estratégia de reestruturação e otimização de custos. Essa informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal, com a confirmação de fontes ligadas à empresa.
Reestruturação e Eficiência Operacional
Os cortes devem priorizar o setor de marketing, que está se transformando para integrar áreas anteriormente independentes, buscando uma maior eficiência operacional. Essa mudança é parte das diretrizes da atual gestão, sob a liderança de Josh D’Amaro.
Desafios no Mercado de Entretenimento
A reestruturação acontece em um cenário desafiador para a Disney. O desempenho de seus serviços de streaming ainda não corresponde aos níveis da antiga TV tradicional, enquanto as bilheteiras apresentam uma queda e competidores como Amazon e YouTube se destacam no mercado. Desde que Bob Iger retornou ao comando em 2022, a Disney já eliminou mais de 8 mil postos de trabalho. Ao término do ano fiscal de 2025, a empresa contava com cerca de 231 mil funcionários, a maioria da área de experiências, que inclui parques temáticos e produtos de consumo.
Movimento no Setor e Expectativas Futuras
Nos últimos anos, as demissões afetaram, principalmente, as divisões de entretenimento, esportes e setores corporativos, enquanto os departamentos relacionados a parques e cruzeiros continuam a crescer. Esse movimento acompanha uma tendência no setor, onde estúdios como Sony Pictures, Paramount e Warner Bros. Discovery também realizaram reestruturações semelhantes.
Como parte das novas estratégias, a Disney está implementando a integração de equipes e plataformas, incluindo a unificação dos serviços Disney+ e Hulu em um único aplicativo. Além disso, as áreas de marketing estão sendo centralizadas sob a supervisão de Asad Ayaz.
Embora as mudanças estejam em andamento, não existem detalhes oficiais sobre novas reestruturações. Internamente, entre os funcionários, cresce a preocupação com a possibilidade de futuros cortes. As expectativas do mercado são de que a liderança atual consiga mudar o quadro de estagnação das ações da Disney, que estão avaliadas em menos da metade do que em 2021.







