Um bombardeio recente na norte da Nigéria resultou em uma tragédia, deixando ao menos 100 civis mortos durante um ataque aéreo em um mercado na localidade de Jilli, no estado de Yobe. Este incidente ocorreu em um contexto de longa data de conflitos armados na região.
Consequências do ataque em Jilli
A Anistia Internacional confirmou o número de vítimas a partir de relatos de sobreviventes e informações de equipes médicas. Além das mortes, a entidade informou que 35 pessoas gravemente feridas foram levadas ao Hospital Geral de Geidam. O ataque teria sido realizado por três aeronaves que bombardearam diretamente o mercado da comunidade.
Impacto humanitário e reconhecimento militar
De acordo com lideranças locais, o número de mortos pode ultrapassar 200, o que indica a gravidade da situação. O governo de Yobe afirmou que a operação tinha como alvo integrantes do grupo extremista Boko Haram, ativo na área há mais de uma década. Apesar do reconhecimento do impacto sobre civis, as autoridades militares não detalharam o total de vítimas do ataque.
Demandas por investigação
A Força Aérea Nigeriana declarou que o ataque foi um “bombardeio de precisão” em alvos terroristas, sem mencionar os danos à população civil. Diante da repercussão internacional, a Anistia Internacional exigiu uma investigação imediata, independente e imparcial para apurar as circunstâncias do ataque e responsabilizar os envolvidos.
Desde 2009, o nordeste da Nigéria enfrenta um cenário de violência envolvendo o Boko Haram e facções ligadas ao Estado Islâmico. Desde 2017, diversas operações militares resultaram na morte de aproximadamente 500 civis em bombardeios, o que levanta preocupações sobre a eficácia e a ética das táticas empregadas no combate a grupos armados.







