O asfalto em péssimas condições no Amazonas continua a provocar tragédias. Na tarde do último domingo (1º), Adenor Abreu, de 48 anos, se tornou mais uma vítima fatal na rodovia AM-010, precisamente no km-69, próximo a Rio Preto da Eva. Ele tentava desviar de um buraco quando perdeu o controle de sua motocicleta, resultando em sua morte instantânea, antes mesmo da chegada do socorro médico.
Esse acidente ocorreu em frente ao sítio Picanha Mania. Testemunhas relataram que a precariedade da pista contribuiu para a fatalidade. Adenor estava a caminho de casa quando a colisão com o desnível da via causou sua queda. A equipe do Instituto Médico Legal (IML) se encarregou da remoção do corpo para Manaus.
O clima nas redes sociais reflete dor e indignação. A esposa de Adenor expressou sua tristeza e revolta em um emocionado desabafo. Entre as lágrimas, ela questionou como um simples buraco na estrada poderia ter tirado seu companheiro. “Volta, cara. Você me disse que já já voltava. Você me deixou, deixou nossas filhas. Um buraco na estrada não pode ter tirado você de mim, eu não aceito NUNCA. VOLTA!”, escreveu, recebendo centenas de mensagens de apoio.
Condições precárias das estradas
A morte de Adenor reacende o debate sobre a necessidade urgente de reparos na AM-010. Apesar de algumas partes da rodovia terem sido entregues pelo Governo do Amazonas no ano anterior, o trecho entre o Hotel Golf Resort e Rio Preto da Eva continua em obras inacabadas e perigosas. Moradores e motoristas denunciam a falta de sinalização e a ausência de acostamento, que tornam a via uma armadilha, especialmente nos dias de chuva.
As reclamações sobre a precariedade da AM-010 são frequentes e a previsão de uma nova frente de recuperação no trecho é apenas para abril. Para a família de Adenor, esses esforços chegam tarde demais, pois a dor da perda já é irreparável.
Consequências da irresponsabilidade governamental
A tragédia também eleva o tom das críticas em relação às autoridades locais. Cibernautas questionam as prioridades do Governo Wilson Lima e das emendas parlamentares, que aparentemente ignoram as condições críticas da rodovia. “Até quando vidas serão ceifadas pela irresponsabilidade de quem deveria nos representar?”, indaga um morador local, refletindo o sentimento de desamparo diante da situação.








