Manaus – A prisão preventiva do major Galeno Edmilson de Souza Jales, diretor do Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), gerou grande repercussão. A medida foi aplicada no último sábado (28) diante das suspeitas de irregularidades na gestão da carceragem, levantando questões sobre a responsabilidade das autoridades na supervisão dos presos.
Irregularidades no Núcleo Prisional
A ordem de prisão foi emitida pelo juiz plantonista Luís Alberto Nascimento Albuquerque, que destacou falhas sérias na administração do local. Conforme a decisão judicial, mais de 20 policiais militares detidos teriam conseguido sair do estabelecimento sem autorização, evidenciando a necessidade de uma apuração minuciosa sobre a situação.
Responsabilidade do Comando
O magistrado enfatizou que a conduta do major resultou em um intenso clamor público. A prática rotineira de manter a unidade com “portas abertas” sugere que a responsabilidade não pode ser atribuída exclusivamente a seus subordinados. O juiz argumentou que a hierarquia dentro da corporação possui um dever direto de vigilância e controle sobre as instalações prisionais.
Medidas Disciplinares em Andamento
O cumprimento da prisão foi realizado pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD), que fará investigações adicionais sobre as irregularidades vividas no Núcleo Prisional. O caso continua sob escrutínio, com novas etapas processuais previstas para os próximos dias.
Nota da PMAM:
A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) afirma que o diretor do Núcleo Prisional foi detido pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) como parte das ações administrativas necessárias para responsabilização dos envolvidos nas falhas observadas. O Comando de Policiamento Especializado (CPE) agora é responsável pela guarda da unidade prisionais. A PMAM reafirma seu compromisso com transparência e rigor na apuração de qualquer situação relacionada à função policial militar.