A situação alarmante na cheia dos rios Amazonas
Atualmente, doze dos 62 municípios do Amazonas enfrentam uma situação de emergência devido ao aumento das águas, afetando mais de 112 mil pessoas em todo o estado. Dados do Boletim Operação Cheia, divulgado pela Defesa Civil do Amazonas, evidenciam a gravidade da situação. Este fenômeno tem causado alagamentos nas áreas urbanas e rurais, dificultando o acesso a diversas comunidades e provocando danos significativos à infraestrutura local.
Os municípios mais impactados incluem Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga e Tapauá. Enquanto isso, sete municípios estão em estado de alerta, 15 em atenção e 28 entram em situação de normalidade, incluindo a capital, Manaus. A Defesa Civil do Amazonas continua monitorando os níveis dos rios e prestando suporte às prefeituras para ajudar as famílias afetadas.
Ciclo das cheias nos rios do Amazonas
O ciclo de cheia ocorre entre outubro e novembro, após o período de seca, intensificando-se até junho, quando os níveis dos rios costumam alcançar o pico. Essa variação traz desafios permanentes para as comunidades ribeirinhas, que já estão adaptadas a conviver com esse ciclo, mas que neste ano se vêem diante de um cenário mais crítico.
Monitoramento do Rio Negro
Na capital, Manaus, o Rio Negro atingiu a marca de 25,50 metros. Este nível está 57 centímetros abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, porém as previsões indicam que a subida deve continuar até junho. Segundo o 1º Alerta de Cheias de 2026, o rio pode alcançar até 28,3 metros, bem acima da cota de inundação estabelecida em 27,50 metros, que possui 92% de probabilidade de ser ultrapassada. O risco de atingir a cota de inundação severa, de 29 metros, é de 12%, enquanto a chance de superar o recorde histórico de 30,02 metros, de 2021, é considerada baixa, apenas 1%.
Saque do FGTS para afetados
Com a declaração de emergência, moradores de Eirunepé, Itamarati e Boca do Acre estão autorizados a solicitar o saque do FGTS devido à calamidade. A medida, que é suportada pela Caixa Econômica Federal, permite que o trabalhador retire um valor que pode chegar a R$ 6.220, desde que tenha saldo e não tenha realizado esse tipo de saque nos últimos 12 meses. O pedido deve ser feito através do aplicativo FGTS, onde é necessário anexar documentos pessoais e comprovante de residência. O prazo para solicitar o benefício vai até 11 de junho de 2026.









